Em Janeiro de 2012, fui pela primeira vez ao médico. Clínico Geral. Comentei com ele o que eu pensava e ele me indicou um Neurologista. Fui no mesmo dia.
O processo de investigação de uma doença neurológica é muito demorado. Ainda mais se for tratado pelo SUS. Como eu não tenho dinheiro para pagar médicos particulares, laboratórios para os exames, que são caríssimos, ou mesmo um plano de saúde decente, somos obrigadas a utilizar o Sistema Tartaruga, o Sistema Único de Saúde.
Nesse Sistema Tartaruga, o médico atendeu ela em Janeiro e ouviu meu relato, ao invés de já pedir os exames e começar a investigação, pediu um retorno para 2 meses para companhar a evolução do caso. Oi?!
Em Março de 2012, não me lembro a data correta, passamos pelo médico que mais uma vez ouviu o relato, deu uma examinada de leve, dessa vez passou um remédio para acalmar sua agitação, e, novamente pediu que agendasse outra consulta para 2 meses.
Nesse meio tempo, percebi que minha mãe estava começando apresentar um quadro de depressão. Chorava muito, sentia falta da casa dela e das coisinhas dela. Brigava comigo e me culpava por ter tirado-a de sua casa. Falou até em se matar. Fiquei muito preocupada, então procurei ajuda psicológica para ela. Ela iniciou o tratamento com uma psicológa, Dr. Shirley e foi ótimo o período que ela teve acompanhamento. Só não continuamos por que era caro. A Dr. Shirley me alertou que minha mãe apresentava um quadro de demência e que eu precisava urgente procurar um neurologista para o diagnóstico, que quanto mais cedo o diagnóstico, melhor seria para ela. O que eu já sabia, e, expliquei o Sistema Tartaruga pra ela.
No final de Maio de 2012, voltamos ao Neurologista, ele (enfim) pediu exames: um eletroencefalograma + um eletrocardiograma + um ultrasson e exames laboratoriais de sangue e urina (pois, segundo o médico, até uma hepatite, poderia fazer com que ela desenvolvesse esses sintomas, que nem tudo é neurológico - Ahã Cláudia, senta lá).
E, claro, novamente, sem ser repetitiva: retorno em 2 meses.
Bom, sendo assim, levei-a para fazer todos os exames. Em dois meses voltamos com os resultados. Óbvio que ela não tinha hepatite e nem qualquer outra doença, além da Hipertensão, a qual ela toma remédios há mais de 10anos. Sua saúde é ótima, segundo o Clínico geral: de uma menina de 12 anos, perfeita.
Com esses resultados em mãos, o neuro então fez um teste simples, parecido com o
teste psicotécnico do Detran, mas bem mais reduzido e direto. Em seguida, pediu um novo exame, uma Tomografia Computadorizada, e retorno assim que o exame fosse liberado pela Prefeitura, pois exames de imagem (os seja, os exames que custam mais caro) precisam ser liberados pela Secretaria de Saúde para serem realizados. Ou seja, os dois meses de retorno virariam seis.
Passaram-se 4 meses e nada de agendarem o exame. Eu reclamei em tudo quanto foi lugar, pelo site da prefeitura, pelo e-mail, pelo telefone e nada. Quando foi em Outubro de 2012 minha mãe sofreu um acidente em casa, no banheiro. Um acidente bem grave. Chamei os paramédicos que vieram em menos de 18 minutos. Atenderam ela em casa e levaram com urgência ao Pronto Socorro da Santa Casa. Lá no hospital fizeram uma Tomografia, pois ela havia batido a cabeça em dois lugares e sangrava pela boca, nariz e ouvido. Todos ficaram preocupados.
Passado o susto, voltei ao médico e marquei o retorno. Peguei (em CD) as imagens do exame (que a Santa Casa cedeu prontamente) e levei ao médico, e ainda levei uma bronca por estar em CD, quando a culpa é do sistema. Enfim!!! Ele olhou as imagens e identificou uma possível demência, que acredita ser um Demência Fronto Temporal (DFT), ou ainda mesmo, o Mal de Alzheimer. Mas, novamente pediu mais um exame para confirmação do diagnóstico e identificação do tipo de demência que ocorre, pois, existem vários tipos.
A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. Essa patologia pode ser descrita como um quadro clínico de declínio geral na cognição como também um prejuízo progressivo funcional, social e profissional. As demências mais comuns são:
- Demência no mal de Alzheimer;
- Demência vascular e;
- Demência com corpos de Lewy.
- CID 10 - F02.0 Demência da doença de Pick
- CID 10 - F02.1 Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob
- CID 10 - F02.2 Demência na doença de Huntington
- CID 10 - F02.3 Demência na doença de Parkinson
- CID 10 - F02.4 Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
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| Segunda, 22 de Abril de 2013 (Raio X) |
Estamos em Abril de 2013. Minha mãe fez ontem as 11h a Ressonância pelo SUS (dessa vez não demorou muito tempo), os resultados saem dia 07 de Maio e o retorno ao Neurologista é em 03 de Junho.
Antes do procedimento, me foram feitas perguntas que eu não soube responder. Se minha mãe tinha alguma placa de metal no corpo. Sempre soube que ela fez uma cirurgia complicada no crânio, por conta de um "acidente". Pensei que talvez poderia haver alguma placa e então a enfermeira preferiu tirar um raio x do crânio pra detectar se havia realmente algo de metal na cabeça dela, o que impediria de fazer a Ressonância. Mas, felizmente, não havia e ela fez o exame numa boa, nem precisou de sedação, para ficar quieta.
Agora, estamos ansiosas para receber o tão esperado diagnóstico e assim, iniciar o tratamento, tão necessário. Espero que os remédios ajudem a minha mãe. Quando o diagnóstico final sair, vou pesquisar melhor sobre a doença e tentar entender como ela age, quem sabe assim, eu vou descobrindo como lidar com ela e ajudar minha mãe.
Antes do procedimento, me foram feitas perguntas que eu não soube responder. Se minha mãe tinha alguma placa de metal no corpo. Sempre soube que ela fez uma cirurgia complicada no crânio, por conta de um "acidente". Pensei que talvez poderia haver alguma placa e então a enfermeira preferiu tirar um raio x do crânio pra detectar se havia realmente algo de metal na cabeça dela, o que impediria de fazer a Ressonância. Mas, felizmente, não havia e ela fez o exame numa boa, nem precisou de sedação, para ficar quieta.
Agora, estamos ansiosas para receber o tão esperado diagnóstico e assim, iniciar o tratamento, tão necessário. Espero que os remédios ajudem a minha mãe. Quando o diagnóstico final sair, vou pesquisar melhor sobre a doença e tentar entender como ela age, quem sabe assim, eu vou descobrindo como lidar com ela e ajudar minha mãe.
23/04/2013

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