segunda-feira, 15 de abril de 2013

Anjos da Guarda

Meus anjos da guarda têm sido meus amigos. André (e sua mãe), Cris, Ariane, Carol, Ivan, Lai, alguns amigos que são daqueles que fazem a diferença total na vida da gente. Eles me ajudam muito, senão não poderia trabalhar, pois quando chegou o momento em que percebi que não podia mais deixa-la sozinha de verdade mesmo, eu estava despreparada. Mas enfim, eles me deram e têm me dado muito suporte. Agora, uma nova pessoa entrou na minha vida, a Madalena. Ela tem cuidado da minha mãe, tem sido uma pessoa fantástica e trata ela com muito amor e carinho. Cuida da minha mãe, melhor que eu mesma, pois tem mais paciência. Estou feliz e tranquila, pois deixo minha mãe em boas mãos.

Humor e Expressão


Tem dias que minha mãe está calma, tranquila e com uma expressão boa, percebe-se pelo olhar, pelas expressões dela, que está tudo bem, que ela está bem. Mas em outros momentos, ela fica meio aérea, apresenta uma expressão perdida, sem saber direito o que está acontecendo a sua volta. 
Me preocupo bastante, mas estou percebendo, no dia a dia, que isso é normal. Comum! E que, o que se pode fazer é confortar e mostrar a ela que ela está segura e é amada. Que qualquer problema, estarei aqui para ajudá-la. Mesmo que ela me chame de "moça"e não me reconheça nesses momentos, em que viaja não sei pra que lugar em sua cabecinha. 




Tem dias que minha mãe está assim, linda e presente. Apronta muito, ri, conversa bastante, fala besteira, palavrão... e ri, ri muito. Está espevitada, alegre e tranquila. Quando ela está assim, fica mais lúcida, conversa melhor, se entretem com coisas normais, como tv, conversas, brincadeiras, etc. É um momento muito bom! São os melhores dias e os dias mais felizes. Esperta, ligeira e abusada, a baronesa... como eu e meu amigos chamamos ela, por ser mandona e adorar ser paparicada por todo mundo, se diverte e nos diverte com seu jeitinho. É muito bom vê-la bem assim!  




Tem dias que ela fica pensativa e com o olhar longe, pensando sei lá o que... eu pergunto sempre. O que foi mãe? O que a senhora está pensando? Ai ela ri: Eu sei lá. E depois solta alguma coisa como a fixação dela pala casa de Londrina. Sempre fica pensando na casa dela, nas coisas dela, que, infelizmente, eu tive que me desfazer para conseguir trazê-la pra SP e alugar a casa. Eu tento acalmar e dizer que a casa está lá no mesmo lugar de sempre e que suas coisinhas estão bem guardadas, mas acho que nunca foi suficiente essa resposta. É nesses momentos que ela fica agitada, nervosa e agressiva. Eu preciso ter uma paciência enorme, pois é difícil, mas com calma consigo tranquilizá-la. Aos poucos ela fica mais calma, dorme um soninho e acorda melhor.



Tem dias que eu ela fica assim, fora de sintonia. Não fala, não entende o que eu falo, fica meio abobada, lenta nos movimentos... e quando não, fica com os olhos fechados. Fala comigo e conversa atrapalhado, mas sempre com os olhos fechados. E eu não sei porque ela faz isso. E quando passa, ela volta a ficar normal, com o olhar mais presente e vivo! Aliás sempre admirei e admiro o tanto de brilho e vida que vejo no olhar dela. Ela tem muita vida pra viver ainda, graças a Deus!!! Mas nesses momentos assim, eu fico angustiada, pois ela fica sem reação, parece que não está presente, que não entende e não sabe onde está. E isso, é muito triste de ver, pois não temos como ajudar aqui de fora.