Essa é minha mãe, Sueli, tem por volta de 85 anos, embora em seus documentos o registro seja de apenas 78 anos.
Essa foto foi feita em Dezembro de 2012. Hoje faz 1 ano, 4 meses e 8 dias que trouxe minha mãe para morar comigo em São Paulo. Mas vou voltar um pouco no tempo e contar como aconteceu: ela morava sozinha em Londrina. Tinha sua casa, suas coisas, seu cotidiano. Eu costumava visitá-la de tempo em tempo, que às vezes, era a cada em 3 meses ou 6 meses. Antes de fazer uma visita em Maio de 2011, ela me ligou um dia dizendo que foi vítima de um golpe e que lhe haviam roubado todo o dinheiro da sua conta bancária. Eu estava prestes a ir pra lá, então adiantei um pouco a viagem e fui assim que pude. Ao chegar em Londrina, fui tentar resolver o problema, mas foi tempo perdido. Não havia como identificar os autores dessa covardia e muito menos recuperar o dinheiro que era seu sustento. Logo mais, já em São Paulo, quando liguei pra ela, soube que tinha caído em casa e machucado o quadril. Não bastasse isso, em menos de uma semana, outro acontecimento me preocupou mais ainda, um vizinho viciado havia invadido sua casa à noite e ela gritou por socorro, e graças a Deus, um outro vizinho a socorreu. Foi a gota d'àgua! Eu entrei em desespero! Mas o que fazer?! Como minha vida não era das mais regradas e sempre fui financeiramente instável, meu primeiro insight foi pedir ao meu irmão que fosse em Londrina buscá-la e que ficasse com ela, por pelo menos 6 meses, até que eu me organizasse para recebê-la aqui em casa. Mas isso não aconteceu, então fui falando com ela por telefone e avisei que iria buscá-la assim que pudesse.
Cerca de 5 meses depois, em Dezembro (data dessa foto) eu fui à Londrina, levando meu gatinho Veludo, de quem não me separo nunca. Fui pra lá ainda com medo e cheia de dúvidas, se eu conseguiria cuidar dela, se teria condições financeiras, se teria tempo para dar a atenção que ela precisava... etc. Foi olhando pra ela, no dia que cheguei em Londrina, que eu notei que ela estava diferente. Encontrei minha mãe abatida, magra, falando pouco, distante de tudo, um tanto confusa e me assustei ainda mais, pois no dia que eu cheguei ela acreditava que eu ainda morava com ela e perguntou onde eu tinha passado a noite, e o porque que não tinha avisado que iria dormir fora de casa. Esse lapso passou e rimos juntas. Em seguida, ouvi relatos dos vizinhos, que eu já havia colocado de "plantão" para "vigiá-la" e fiquei ainda mais preocupada. Nos dias que passei em sua casa, percebi que não se alimentava direito, que apresentava algumas dificuldades de locomocão e principalmente na fala. Outros lapsos aconteceram e o que ainda era dúvida na minha cabeça foi abandonado e me senti forte o suficiente para resolver qualquer problema que surgisse depois, pois nesse momento, ela precisava de mim.
Em menos de uma semana, vendi e doei os móveis dela, trouxe algumas coisas pra São Paulo e viemos de mudança. Ela não gostou, foi muito difícil para ela deixar sua casa e ver suas suas coisas indo pro lixo, ou pros vizinhos. Descobri que ela tinha desenvolvdo o hábito de juntar latinha. Tinham vários sacos de plástico cheios de latinhas no quarto dela. Fui obrigada a jogar tudo no lixo e isso a deixou muito brava. Coisas que ela tinha apego, foi pior ainda. Por isso eu trouxe algumas coisas num caminhão de mudança. Enfim, chegamos em São Paulo, dia 15 de Dezembro: Eu, minha mãe, meu gatinho Veludo e sua gatinha Lili.
Uma vez aqui em São Paulo, com a convivência diária, percebi mais sintomas e pesquisei na internet. Tudo indicava que minha mãe estava desenvolvendo um Mal de Alzaimer e desde então tenho tentado o diagnóstico para os sintomas que identifiquei nela, desde o primeiro dia em que cheguei na casa dela em Londrina, em Dezembro e 2011 e ela me recebeu brava, perguntando onde eu havia dormido!!!
Essa é minha mãe 1 ano, 1 mês e 26 dias depois que trouxe ela pra casa. Foi feita em Fevereiro (dois meses atrás), já estava um pouco mais gordinha e bem mais sorridente.
23/04/2013
Essa foto foi feita em Dezembro de 2012. Hoje faz 1 ano, 4 meses e 8 dias que trouxe minha mãe para morar comigo em São Paulo. Mas vou voltar um pouco no tempo e contar como aconteceu: ela morava sozinha em Londrina. Tinha sua casa, suas coisas, seu cotidiano. Eu costumava visitá-la de tempo em tempo, que às vezes, era a cada em 3 meses ou 6 meses. Antes de fazer uma visita em Maio de 2011, ela me ligou um dia dizendo que foi vítima de um golpe e que lhe haviam roubado todo o dinheiro da sua conta bancária. Eu estava prestes a ir pra lá, então adiantei um pouco a viagem e fui assim que pude. Ao chegar em Londrina, fui tentar resolver o problema, mas foi tempo perdido. Não havia como identificar os autores dessa covardia e muito menos recuperar o dinheiro que era seu sustento. Logo mais, já em São Paulo, quando liguei pra ela, soube que tinha caído em casa e machucado o quadril. Não bastasse isso, em menos de uma semana, outro acontecimento me preocupou mais ainda, um vizinho viciado havia invadido sua casa à noite e ela gritou por socorro, e graças a Deus, um outro vizinho a socorreu. Foi a gota d'àgua! Eu entrei em desespero! Mas o que fazer?! Como minha vida não era das mais regradas e sempre fui financeiramente instável, meu primeiro insight foi pedir ao meu irmão que fosse em Londrina buscá-la e que ficasse com ela, por pelo menos 6 meses, até que eu me organizasse para recebê-la aqui em casa. Mas isso não aconteceu, então fui falando com ela por telefone e avisei que iria buscá-la assim que pudesse.
Cerca de 5 meses depois, em Dezembro (data dessa foto) eu fui à Londrina, levando meu gatinho Veludo, de quem não me separo nunca. Fui pra lá ainda com medo e cheia de dúvidas, se eu conseguiria cuidar dela, se teria condições financeiras, se teria tempo para dar a atenção que ela precisava... etc. Foi olhando pra ela, no dia que cheguei em Londrina, que eu notei que ela estava diferente. Encontrei minha mãe abatida, magra, falando pouco, distante de tudo, um tanto confusa e me assustei ainda mais, pois no dia que eu cheguei ela acreditava que eu ainda morava com ela e perguntou onde eu tinha passado a noite, e o porque que não tinha avisado que iria dormir fora de casa. Esse lapso passou e rimos juntas. Em seguida, ouvi relatos dos vizinhos, que eu já havia colocado de "plantão" para "vigiá-la" e fiquei ainda mais preocupada. Nos dias que passei em sua casa, percebi que não se alimentava direito, que apresentava algumas dificuldades de locomocão e principalmente na fala. Outros lapsos aconteceram e o que ainda era dúvida na minha cabeça foi abandonado e me senti forte o suficiente para resolver qualquer problema que surgisse depois, pois nesse momento, ela precisava de mim.
Em menos de uma semana, vendi e doei os móveis dela, trouxe algumas coisas pra São Paulo e viemos de mudança. Ela não gostou, foi muito difícil para ela deixar sua casa e ver suas suas coisas indo pro lixo, ou pros vizinhos. Descobri que ela tinha desenvolvdo o hábito de juntar latinha. Tinham vários sacos de plástico cheios de latinhas no quarto dela. Fui obrigada a jogar tudo no lixo e isso a deixou muito brava. Coisas que ela tinha apego, foi pior ainda. Por isso eu trouxe algumas coisas num caminhão de mudança. Enfim, chegamos em São Paulo, dia 15 de Dezembro: Eu, minha mãe, meu gatinho Veludo e sua gatinha Lili.
Uma vez aqui em São Paulo, com a convivência diária, percebi mais sintomas e pesquisei na internet. Tudo indicava que minha mãe estava desenvolvendo um Mal de Alzaimer e desde então tenho tentado o diagnóstico para os sintomas que identifiquei nela, desde o primeiro dia em que cheguei na casa dela em Londrina, em Dezembro e 2011 e ela me recebeu brava, perguntando onde eu havia dormido!!!
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| Borboletinha Azul - 11/02/2013 |
Essa é minha mãe 1 ano, 1 mês e 26 dias depois que trouxe ela pra casa. Foi feita em Fevereiro (dois meses atrás), já estava um pouco mais gordinha e bem mais sorridente.
23/04/2013


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